Minha Sutil Opinião - Livros.

Minha Sutil Opinião: Orgulho e Preconceito

Inspirada para escrever mais um post de livros, aqui estou eu! Já estava há um tempo com a intenção de falar sobre este livro que li há apenas uns meses, mas com a vinda de tantos outros e tantas outras ideias, acabou que ficou um tanto de lado.

Mas, acabei por ver (novamente) o filme baseado na obra entre as festividades e me lembrou de que deveria ainda falar sobre ele aqui. Esta semana, meu colega de facebook e dono de um blog voltado a seus pensamentos e opiniões acerca de várias obras entre filmes, livros e etc, Tiago Souza, comunicou que iria falar sobre este livro, hoje.
Então, movida a tantos desejos de manifestar a opinião sobre a obra de Jane Austen vindo de todas as partes, estou aqui também nesta sexta para dar minha opinião quanto a este romance.
Orgulho e Preconceito
orgulho-e-preconceito_destaque1-568x265Autora: Jane Austen
Editora: Penguin e Companhia das Letras
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance
Tudo na vida de Elizabeth Bennet parecia um tanto, corriqueira, normal e gostosa, calma. Ela e suas 4 irmãs tinham uma boa vida, embora não fossem ricas, tinham um confortável e aconchegante lugar. Mesmo com tantas mulheres em casa e cada uma com um temperamento mais controverso que o outro, ela era muito apegada a sua irmã mais velha, a linda e doce Jane Bennet.
Seu pai é um homem bom, estudioso e até mesmo muito paciente, principalmente com as frivolidades de sua esposa, a Sra. Bennet que é uma mãe dedicada e principalmente a casar as filhas, atividade que ela se dedica quase inteiramente.
Quando um jovem e rico rapaz chamado Mr. Bingley aluga uma propriedade muito próxima a família Bennet, imediatamente é aceito por toda a sociedade da região, por seu carisma, delicadeza e extrema educação. Já seu amigo, o senhor Fitzwillian Darcy, é desprezado por sua compostura muito mais séria, cara de poucos amigos e por dizer algumas coisas um tanto indelicadas.
Elizabeth não o levava tanto em conta, mas quando ele recusara dançar com ela e ainda dizer que ela nem tinha tantos atributos válidos, a moça o desprezou ainda mais. A moça era de uma mente muito mais ampla e diferente de suas irmãs, não acreditava que sua felicidade dependia de um casamento e nem que os padrões daquela época em relação as mulheres as faziam tão bem apessoadas para os homens. Não era o ‘fora’ que importava.
Mas, situações inesperadas irão ocorrer e Elizabeth perceberá que seu julgamento sobre as pessoas nem sempre é tão perspicaz e seu Orgulho e certos Preconceitos podem influenciar e muito a sua real felicidade.
Bem, já tinha ouvido falar sobre esta obra há uns bons anos, mas através da sua versão cinematográfica de 2005. Só fui realmente assistir um belo final de semana no começo do ano passado. É aquilo… Nada para fazer, um filme que parece um tanto interessante para assistir, porque não?
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Surpreendi-me com a história tão simplória, mas ao mesmo tempo tão leve e que o prende do começo ao fim. Ao fim do filme e com um final muito belo, decide que procuraria o livro e saberia mais detalhes de tal história.
Procurei sua versão de bolso na Bienal do Livro e acabei não encontrando. Pasmem. Mas, um belo dia passando em uma livraria em um determinado shopping com meu noivo, tive o ímpeto de procurar por tal livro, que facilmente encontrei e o adquiri.
Fiquei um tanto impedida, com pé atrás acreditando que por ser uma história escrita a tantos e tantos anos, seria de uma linguagem mais difícil e até um tanto maçante.  Mas, felizmente a tradução estava muito simples, de fácil compreensão e devorei o livro em praticamente 5 dias, visto que adquiri uma versão com mais detalhes, análises por parte da editora e etc.
É um romance, mas como dito anteriormente, é leve, divertido. É o orgulho de Elizabeth a impedindo de ver alguém além de seus próprios olhos, negando enxergar que o senhor Darcy pode ser alguém que poderia surpreendê-la. É o preconceito por parte do senhor Darcy diante do comportamento, dos costumes e até da inferioridade social de Elizabeth e sua família também o impedindo de ver algo além.
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E claro, a liberdade que Lizzy tem diante dos costumes na qual um homem tem que gostar e sentir uma mulher pelo que ela é de verdade, por seus valores e sentimentos e não pelo que a sociedade impõe que as mulheres sejam. Que elas se sintam realizadas por projetos e desejos próprios e não somente por um casamento.
Jane Austen tinha esta visão e eu vejo muito de Jane em Lizzy, uma mulher muito jovem que já via muito além de sua época e que conseguiu em uma história de amor, falar de questões tão importantes como tais citadas acima.
Uma série foi lançada em 1995 com adaptação de Andrew Davie e contou com os atores Colin Firth, Jennifer Ehle, Benjamin Withrow e etc. Foi muito aclamado pela crítica e recebeu prêmios por Melhor Seriado de Drama, Melhor Figurino, Melhor Atriz para Jennifer Ehle, Melhor Série Dramática e Melhor Ator para Colin Firth.
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O filme foi lançado em janeiro de 2006 e foi dirigido por Joe Wright. No elenco temos Keira Knightley, Matthew MacFadyen, Rosamund Pike e etc. Foi indicado a 4 Oscar tais como Melhor Atriz para Keira Knightley, Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora e Melhor Direção de Arte.
É a quarta adaptação do livro para o cinema sendo o primeiro Orgulho e Preconceito (1940), Pride and Prejudice(2003) e Noiva e Preconceito(2004).
O filme de 2006 é extremamente lindo e sua história nada perde diante do livro. Uma das melhores adaptações que vi. Mas, quanto ao filme, falaremos outro dia. Não tenham receios de ler por ser um romance e nem por ser tão antigo. De preconceito, já basta o título. rs
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4 comentários em “Minha Sutil Opinião: Orgulho e Preconceito

  1. Gosto muito do Sr. Bennet! Acho que é porque vejo muito de mim nele, o jeito sarcástico, brincalhão, ao mesmo tempo em que é sério e decisivo.
    O livro é marcante, prende e emociona do começo ao fim. Lizzie é uma personagem moderna, muito a frente de seu tempo. Fizeste um bom resumo da obra e também fiquei pasmo por você não ter conseguido encontrar o livro na Bienal (acho na última década ele já foi lançado por três ou quatro editoras)… torçamos para que isto seja porque ele vendeu muito…rs.
    Beijos.
    obs.: já que mencionou meu texto no início do post, tomo a liberdade de deixar aqui o link caso alguém se interesse: http://goo.gl/SN8eY

    1. Realmente fiquei chocada quando não encontrei na Bienal. Adoro muito o Sr. Bennet e o Donald o interpretou muito bem no filme, mesmo aparecendo poucas vezes, ele foi bem marcante.

      Obrigada pelo comments Tiago!

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