Coisas de Mim

Coisas de Mim: Algumas palavras sobre o homem que mudou uma geração com sua tal poesia praiana odiando gente chique e não usando sapato.

Ok, todo mundo tá meio de saco cheio de ouvir sobre esse assunto, mas eu com um blog com a temática rock’n roll não podia me abster de dizer algo referente. Não pude ontem devido a muito trabalho, mas não deixarei isso em branco.

Enfim, é aquilo que quando as pessoas morrem elas são lembradas e começam a ter valor, se tornam heróis, ídolos, pois ninguém deu seu devido reconhecimento enquanto ela estava viva. Só depois que foi perdida.
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Mas, nesse caso embora tenha muita gente tratando da forma que citei acima, teve muita gente que sentiu de verdade, como eu. Ainda me lembro de que na segunda-feira comentei com um colega de trabalho que iria procurar o próximo show do Charlie Brown Jr. em São Paulo pra ver a formação ‘original’.
Não foi possível e nunca será.
Quando era mais nova, uns 10 anos mais ou menos eu gostava muito de ouvir as músicas do Charlie Brown com aquela sonoridade praiana como Zóio de Lula, ficar cantando com as amigas dentro da perua indo ou voltando da escola.
Quando maior, com 15 anos eu fui a um dos meus primeiros festivais, na época era o São Paulo Mix Festival 2005 no Pacaembu. O show prometia atrações como Tihuana, Detonautas, CPM 22, O Rappa e o CBJr.
Nunca vi um show tão intenso quanto o do Rappa e do CBJr. Eu vi Chorão chamando a galera antes mesmo de entrar no palco, o vi andando de skate, ele pedir pra todo mundo que fosse da família CBJr levantar a mão, e todo o estádio levantou.
Vi quando ele disse que todo mundo ali iria fazer parte de uma música sendo cada parte do local fazendo um som enquanto ele fazia suas rimas com nossa melodia. E principalmente quando ele disse que iriam gravar um videoclipe e que todos ali cantassem muito alto e vibrassem demais. Foi perfeito.
A música era Lutar pelo que é Meu e acho que ele lutou muito bem para conquistar o que ele desejava.
Não falando de Chorão pessoa, eu não o conheci como pessoa. Se ele era marrento, cheio de si, maloqueirinho cheirador, eu não sei. Eu conheci aquele ali, aquele do palco, do improvisado, do skate.
1303996591373_fChorei quando soube, quando ouvi denovo, quando vi denovo. Não haverá mais letras de protesto, letras contra o sistema e principalmente letras sobre uma garota que tirou a roupa, entrou no mar e deixou um homem louco por ela.
Nunca mais: “Eu vim de Santos!”, “Aqui é Charlie Brown PORRA!!”, “Quem é Charlie Brown leva a mão ae!!”. Nunca mais pedal de wah wah. Nunca mais ela vai voltar… e nem ele.
Que descance em paz aonde quer que esteja…
Eles são gente, mas não são gente como a gente. Meu estilo de vida liberta a minha mente. Eu sou completamente louco, mas um louco consciente.
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