Coisas de Mim

Coisas de Mim: Manifestações pelo Brasil. Eu participei!

É óbvio que você sabe o que está acontecendo em nosso país.

A partir do aumento da passagem de ônibus e demais transportes públicos como trem e metrô, no caso de São Paulo, surgiu uma revolta que gerou uma revolução de tamanho incalculável.
Sempre achei muito legal a mobilização que é necessária para realizar uma passeata. Vendo vídeos e notícias sobre Os Caras Pintadas que foram ‘decisivos’ para o primeiro Impeachment do mundo (Do presidente Fernando Collor de Melo), acreditei que nunca veria algo como aquilo. Pessoas indo as ruas, cantando por um país melhor.
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No Brasil as únicas passeatas que eu via com frequência eram de pais e familiares que perdiam seus entes queridos pra violência e clamavam nas ruas por justiça, e nunca vi resultado infelizmente. Ou passeatas com iniciativas um tanto ‘ridículas’, em minha opinião, como a legalização da maconha. WHAT? Mas todos têm o direito de manifestar, está na constituição!
Via a luta dos cidadãos pelo mundo. Lembra da Primavera Árabe? A grande mobilização que desde 2010 vem lutando (nem sempre de forma pacífica, mas lutando) para tirar os grandes ditadores do poder e dar mais liberdade ao povo? Dar vida ao povo!
E a gente? Desde sempre soubemos que o nosso dinheiro não era devidamente usado, que éramos descaradamente roubados e por mais que reclamássemos, parecia que era algo em vão. Como poderíamos mudar tudo isso?
Pelo estopim de 0,20 que tudo começou. A revolução dos 20 que de SP se espalhou pelo Brasil.
Confesso que desde o começo tive muita vontade de ajudar, me juntar a essas pessoas que estavam lutando por algo justo. Depois dos conflitos com a polícia meu receio aumentou, mas não a vontade.
Finalmente me enchi de coragem e no dia 20 de junho compareci no 07° Ato realizado da Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, o coração de São Paulo. Fui acompanhada de minha tia Maisa, minha amiga Laís e meu cunhado Rando, logo juntando a nós meu amigo Fernando.
(Da esquerda pra direita - Maisa, eu, Rando e Fernando)
(Da esquerda pra direita – Maisa, eu, Rando e Fernando)
Pintamos os rostos com as cores de São Paulo (amo minha cidade) e claro, com o verde e amarelo de nosso país. Fiz alguns cartazes na noite anterior para enfatizar bem o que queríamos: um país sem corrupção, mais justo.
Não estava tão cheio quando eu imaginei que estivesse e lá encontramos mais alguns amigos da Laís, que se juntou ao nosso grupo e nós nos juntamos a multidão. Andamos no sentido Paraíso entoando os já famosos cantos dessa revolução tais como Vem pra Rua, O povo acordou e etc.
Vi muita gente parada no centro da avenida apenas olhando, fotografando , registrando, mas ainda sim com o sentimento de protesto e também fazendo parte de tudo aquilo. Muita gente bem mais velha, participando e assistindo, orgulhosos de todos ali.
A impressa realmente estava sendo hostilizada e percebi isso quando uma repórter da Record foi entrevistar meu cunhado e foi rodeada de jovens que faziam gestos ofensivos na frente da câmera e recriminava a impressa oportunista que tínhamos ali presente.
Linda foto com créditos a Laís Melo! (Eu e Randolpho)
Linda foto com créditos a Laís Melo! (Eu e Randolpho)
Andamos nos dois sentidos tranquilamente, não vi sinal de baderna, de policiais, tudo muito tranquilo. Logo nos preparamos para descer a Consolação, mas antes todos nos sentamos ao chão, cantamos o hino nacional, entoamos novamente nossos cantos diante das câmeras da Rede Tv que estava posicionada em uma plataforma bem a nossa frente e recebemos o apoio dos moradores dos prédios da Paulista, que piscavam as luzes, jogavam papel branco, balançavam suas bandeiras brancas das janelas. Até um rapaz saiu a janela com um violino tocando enquanto cantávamos o hino. Uma grande festa.
Eu lutando em SP e meu noivo em Manaus - AM.
Eu lutando em SP e meu noivo em Manaus – AM.
Despedi-me da manifestação já as 22:00 na descida da Consolação, mas com o sentimento de contribuição. Foi tudo em uma clima de revolta, mas ao mesmo tempo descontraído, alegre, com emoção. Acreditei que nunca chegaria o dia que eu faria parte daquilo. Ainda não sei quais serão as próximas, mas espero estar presente para lutar e fazer mais pro meu país. Será algo que contarei pros meus filhos, netos que viverão no país que eu, você, todos nós estamos RECONSTRUINDO hoje.
VEMPRARUA!
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