Minha Sutil Opinião - Livros.

Minha Sutil Opinião: O Diário de Anne Frank.

Depois de um bom tempo, voltamos as resenhas. Comemoremos!

Estive ocupada com alguns livros grandes + muito trabalho + trabalhos da pós e ainda o trem muito cheio, isso quando eu conseguia chegar ao metrô = Não estava com tempo pra me dedicar a leitura, mas felizmente os tempos melhoraram.

O Diário de Anne Frank – Edição Definitiva

diario de anne frankAutora: Anne Frank

Editora: Record

Categoria: Biografia, Memórias

Anne Frank nasceu na Alemanha em 1929 e faleceu em 1945 aos quinze anos de idade em um campo de concentração em Bergen-Belsen vítima de tifo.

É conhecida pelo famoso diário que escreveu na época que ficou confinada com sua família se escondendo dos nazistas na Segunda Guerra Mundial. O diário foi publicado em 1947, por Otto Frank, pai da menina e único sobrevivente da família.

No diário, Anne contava sobre a rotina da família, sobre os medos que tinha sobre eles serem descobertos e a grande esperança de sobreviver a guerra.

O diário foi lido por milhares de pessoas ao redor do mundo e hoje, seu original está exposto justamente na casa em que a escondeu por tanto tempo. Lá está localizado um museu que conta com centenas de visitantes todos os dias.

Eu já tinha ouvido falar e muito sobre este livro, mas nunca despertou o meu real interesse em compra-lo. Recentemente a minha chefe adquiriu e perguntou se eu estaria interessada em ler e eu aceitei, por curiosidade em saber afinal, o que aquele livro tinha de tão especial.

Anne Frank chama seu diário como Kitty, uma grande amiga. No princípio, com 12 anos, ela conta sobre sua escola, sua sala de aula, as colegas que mais gosta e algumas que não gosta tanto, além de falar sobre os meninos que ela tem certeza que são apaixonados por ela.

A medida que os dias vão passando, ela vai percebendo o quanto está ficando ruim em seu país, que as pessoas estãoanne aan tafel_corr sendo tiradas de suas casas e se sente muito preocupada. E então, em poucos dias o pai a leva juntamente com sua irmã e sua mãe para o Anexo, como ela intitula. Esta, é uma parte da casa anexada a um prédio de uma empresa em que não se pode ver pela frente do prédio, somente atrás.

São alguns cômodos onde ficam abrigados sua família, mais outra de uma mãe, um pai e um filho e outros judeus também refugiados. Ali, ela vai crescendo passando da infância para adolescência, enfrentando os conflitos de seu coração, as brigas com a mãe, o nascimento de um possível amor, as descobertas do amadurecimento de seu corpo, seus estudos, que mesmo dentro daquele local por praticamente anos ela continuava a dedicar e a esperança de um futuro pós-guerra.

É um livro que você lê, caso já saiba previamente da história, que não há um final tão bom, afinal todos são descobertos e praticamente ninguém sobrevive. Eu acreditava, que fosse realmente um relato do Holocausto, mas a guerra embora citada muitas vezes e seja praticamente o motivo de tudo que ela relata, ela não descreve todos os horrores, pelo contrário, fala dela, dos  conflitos de sentimentos que tem, fala sobre as pessoas que moram junto a ela, suas manias, as refeições que fazem, embora bastante escassas, são feitas com bastante esforço e dedicação.

Dos medos que passou dentro daqueles cômodos, das brigas, das risadas, dos aniversários que sempre eram regrados a sorrisos, algum doce bom e presentes úteis como livros, um sabonete bom, uma roupa seminova.

Claro que ele é interrompido afinal a família é levada. A versão definitiva, que eu li, é bastante completa, tem muitasbreed1 fotos e conta o destino de cada membro daquela história. Dá detalhes muito maiores sobre todos os personagens reais.

Ao todo, o livro é bastante interessante, tem horas que fica um pouco maçante principalmente porque Anne se sente muito incompreendida, mas é algo bem característico de quem está entrando na adolescência, mas há outros momentos muito bonitos, principalmente dos pensamentos positivos que ela tem sobre o futuro fora dali.

Seria impossível ficar preso por tanto tempo e não ter crises de medo, tristeza, depressão, mas ela até passou muito bem por tudo isso e infelizmente só para sobreviver um pouco, afinal seu final foi bastante triste.

Ela dizia que queria ser eterna, fazer algo de bom, que ajudasse as pessoas e que a conhecessem por isso. No final, foi o que conseguiu, através das palavras escritas naquele diário, ela se tornou eterna e símbolo de esperança para todos aqueles que sofreram naquela guerra, judeus ou não.

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