Minha Sutil Opinião - Livros.

Minha Sutil Opinião: Um Litro de Lágrimas – Diário da Garota Aya e sua Luta Contra um Doença Incurável.

Conforme o prometido, venho aqui trazer uma das histórias mais tristes que já li e conheci até o momento presente. Esqueça todos os livros tristes de amor que vocês já leram, aqui, é a realidade.

Um Litro de Lágrimas

NP_1-litro-livroAutora: Aya Kito

Editora: New Pop

Categoria: Literatura Estrangeira \ Autobiografia

A jovem japonesa Aya Kito mal tinha chegado a adolescência quando os primeiros sinais da doença apareceram. Uma doença terrível que muito lentamente consumiria sua vida. Em sua inocência, Aya via a doença como um grande vilão a ser combatido, outras ela olhava aos céus e perguntava o porquê dela ter sido “escolhida”.

O livro traz os diários que a jovem escreveu desde os primeiros sinais até quando perdeu os movimentos das mãos e não pode mais escrever. Retrata também as dificuldades que os portadores de deficiência sentem, além de todo o preconceito, os olhares pesarosos e toda a luta de alguém que quis viver até o último segundo.

O livro conta a história da jovem estudante japonesa Aya. Uma garota muito alegre, de bem com a vida, com seus irmãos menores, seus pais e todas as amigas que tinha na escola. Porém um dia Aya começou muito lentamente a perder alguns movimentos, quando caia e não colocava as mãos para se proteger, batendo em objetos próximos, sempre se machucando.

Não entendendo este comportamento, sua mãe resolveu levar a garota para fazer exames e foi assim que foi diagnosticada com degeneração espinocerebelar, uma doença que deteriora o cérebro até o ponto da vítima não poder andar, falar, escrever, ou comer, porém não afeta a mente e nem a memória. Trata ser uma das doenças degenerativas mais cruéis, visto que a vítima está com a mente lúcida presa a um corpo praticamente morto.

Verdadeira Aya.
Verdadeira Aya

Muitos se desesperariam e Aya assim o fez, mas por fim ela entendeu que deveria seguir em frente para que quem sabe, essa doença pudesse ser vencida. E ela lutou até o momento que infelizmente a doença a venceu.

Conheci essa história quando eu tinha uns 18, 19 anos. Uma amiga da minha mãe nos emprestou uma série em DVD com 12 episódios de uma série japonesa. Na época eu participava de uma rádio online justamente de cultura japonesa e estava vendo muitas séries, animes e fiquei empolgada com a história. Eu derramei muito mais de que um litro de lágrimas.

A cada episódio o sofrimento de Aya vai aumentando e a tristeza vai se abatendo sobre nós. Ela se perguntava o porquê de ter aquela doença tão terrível e nós nos fazíamos a mesma pergunta, porque alguém tem que passar por tudo aquilo? Fiquei em um estado que até ouvir a música tema de Aya e Haruto (seu namoradinho na série) me deixava triste.

Vocês acham que as histórias de Nicholas Sparks nos emocionam? Isso porque não viram Ichi Rittoru no Namida (drama japonês). Claro que toda a série é bem mais romantizada, o sofrimento está bem presente e bem retratado, mas o personagem Haruto deixou tudo mais triste visto que eles nunca poderiam ficar juntos.

Por mais que muitas pessoas dizem que não vão assistir devido à grande tristeza, é uma linda história de amor, coragem e uma grande lição de vida.

A atriz Sawajiri Erika interpretando Aya.
A atriz Sawajiri Erika interpretando Aya.

No caso do livro é um pouco mais triste visto que ali estão as palavras da verdadeira Aya. Tudo que sentia, tudo que fazia, as dificuldades do dia a dia e os momentos em que pensamos que por fim ela iria se abater, mas não, logo levantava a cabeça e jurava a si mesma que iria lutar até o fim, e assim o fez.

Aya faleceu aos 25 anos, na meia noite do dia 23 de maio de 1988 rodeada de todas as pessoas que a amavam.

Segue abaixo algumas frases de Aya:

“Porque esta doença me escolheu? Destino é algo que não se pode colocar em palavras.”

Quero construir uma máquina no tempo e voltar ao passado. Se não fosse essa doença, eu conseguiria me apaixonar e não depender de ninguém para viver.”

“As pessoas não devem viver o passado. É o suficiente fazer o possível no presente.”

“O fato de eu estar viva é uma coisa tão encantadora e maravilhosa que me faz querer viver mais e mais.” – Última frase de Aya em seu diário.

Até o momento a doença de Aya não teve muitos avanços. Descobriu se que é algo raro, que há vários tipos dela e que é passada de pais para filhos, mesmo que neles a mesma não se manifeste. Não há um tratamento certo e infelizmente, não há cura.

Para quem quiser saber mais da série japonesa, pode ver no VFA clicando aqui.

Vou ficando por aqui e não se preocupem que não mais serão abandonados!

Até mais.

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