Minha Sutil Opinião - Livros.

Minha Sutil Opinião: Proibido.

Mantendo a regularidade de resenhas conforme o prometido, desta vez eu trago a resenha de um livro que me foi presenteado na parceria incrível que tenho com a Editora Valentina. Eu demorei um pouco para ler este livro porque estava na correria, mas felizmente arrumei tempo só para me dedicar a ele.

Proibido

10505411_10154287066625184_6784387262962502572_nAutora: Tabitha Suzuma
Editora: Editora Valetina
Categoria: Literatura Estrangeira/Romance /Infanto-Juvenil

Ela é uma jovem muito determinada, que ainda nem começou decentemente a sua adolescência e já tem praticamente um fardo de mãe em suas costas. Tem apenas 16 anos e já tem que criar os irmãos mais novos como se fossem seus próprios filhos. Só há uma pessoa que divide esta carga com ela.

Ele tem apenas dezessete anos, muito bonito, tímido e estudioso. Tão inteligente que todos apontam um futuro brilhante para ele, mas este rapaz só deseja que sua família esteja unida, não importando que seu futuro tenha que ser limitado, tão novo e já é um chefe de família e só uma pessoa que o entende completamente.

Eles são feitos da mesma carne e mesmo sangue, são irmãos.

Onde havia todo o desespero, onde responsabilidades demais são jogados em suas costas, ao invés de abandonarem tudo, eles se unem e se agarram com unhas e dentes um ao outro. Não importando o que a sociedade diga ou como os veja, se tem um ao outro, tem tudo que sempre desejaram.

De um lado temos Maya, uma linda jovem que poderia estar no ápice de sua adolescência, cheia de amigas inseparáveis, namorados, baladas, mas não, temos uma garota que ainda aos 11 anos teve que tomar a responsabilidade de ser mãe de seus três irmãos menores.

Do outro temos Lochan, ou Lochie, que aos 12 anos viu seu pai abandonar toda a sua família e sua mãe deixar claro que eles são um erro, ele, Maya e seus outros irmãos. Assim, desde então ele se tornou o pai, o chefe de família.

Hoje com seus dezessete e dezesseis anos, os irmãos ainda têm a responsabilidade de tentarem pensar em um futuro enquanto cuidam dos menores de 13, 8 e 5 anos.

Mas o que nem eles imaginavam era que tudo isso, ao invés de afasta-los, os uniram ao ponto de um novo amor surgir diante deles. Um amor que iria contra tudo e contra todos, tudo além de que a sociedade dita nos dias de hoje. Será que conseguirão ser felizes?

Na época em que o livro estava para sair, a própria editora fez um grande mistério envolvendo o e isso fez com que eu ficasse muito curiosa para ler.

O tema incesto não é muito comentado, e não vejo muitas histórias que tratam disto, ainda mais quando se trata de irmãos. Geralmente quando dito vem relacionado a abuso entre pais e filhos, o que é um crime horrendo neste sentido.

Ainda não tenho uma cabeça muito aberta em relação a isso, acho que o amor é válido sim não importando desde que não se faça mal a ninguém e que esteja de comum acordo entre as partes, porém a questão do amor neste sentido é um tanto complicado.

A história é muito bonita e embora a todo o momento a questão de que eles são irmãos é evidenciado, ainda sim tentei focar como se fosse um casal apaixonado, impedido de viver aquilo que mais desejam, como um tipo de Romeu e Julieta.

A autora fez uma história grandiosa, dividida entre as visões de Lochan e Maya de modo que não houvesse confusão, diferente de outros livros que li onde esse tipo de divisão me deixou extremamente perdida.

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Mesmo sendo algo do cotidiano, onde há as idas e vindas da escola, a rotina em casa, não foi algo cansativo e que ficasse na mesmice, mesmo sendo algo tão corriqueiro, no meio desse cenário, Suzuma introduziu todo o relacionamento entre os irmãos e os conflitos que viviam.

As personagens são muito bem descritas de modo que realmente ela nos conduziu a amar muito alguns e odiar outros.

Confesso que o final foi realmente inesperado e me chocou mais que abalou. Li muitas resenhas onde as pessoas afirmaram que realmente choraram com tudo que se passou. Eu não fiquei abalada a este ponto, mas foi algo que me impressionou porque não previ, nunca iria prever que chegasse ao ponto que chegou, mas compreendi o que foi feito e talz por isso que não me magoei tanto como outros fizeram.

Mesmo com o final desta forma, achei que foi extremamente bonito, embora injusto e a autora fez um trabalho muito bom ao decorrer, mas ainda mais neste final, foi o que deu todo o toque especial a todo o desenrolar.

Enfim, leia o sem preconceitos. Embora eu tenha os meus (sim, não sou perfeita), ainda sim eu li com o coração mais aberto o possível e acho que por isso terminei com um sentimento de paz, assim como acho que Maya o fez.

Até mais.

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